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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fluxo

Fluxo

Não ouço o tempo dizer nada
Entre as partes da madrugada
Ou entre as quatro paredes que assistem
O calor, a alma, a intensidade
O ritmo dos pés unidos em harmonia
Com a dissonância de enorme euforia
Envolto em seus cabelos me prendo
Ascendo e flutuo e respiro, vivo
A fumaça das narinas ofegantes
Esqueço agora, o depois e o antes
No compasso de cada minuto
O tempo exato não possuo
Me ouça, me breque, me encare, me excite, me ame
Tenha a mim com um simples olhar
A noite é uma criança e o céu se diverte
Vejamos estrelas, espetáculos findos eternos
O que importa é alcançar os céus
Não há limites quando se quer
Ainda há muito em jogo de cintura
Quadris e gingados
Ondas violentas e sutis
Uma corrida para ser feliz
A chegada se afasta quanto mais o tempo passa
E seguimos adiante
Sua cachoeira é limpa e refrescante
Me encante, não é uma ordem
É apenas vontade
Nus e cobertos de paixão
Graças a ti, suave forma de explosão
E assim deitamos nossos corpos cansados
Por mais alguns minutos infinitos...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Confissões


Confissões

Por fora sou trevas
Devido à ausência da sua luz
Ou do seu sorriso tímido
Que tanto me agrada

Mas guardo você aqui dentro
Como um pirata esconde o tesouro
E muitas vezes não sei onde
Mas sei que está aqui em algum lugar

E se num gesto brando você exala amor
O seu doce canto embala meu pensamento
Em um tom suave de paixões infinitas

O brilho obscuro do seu olhar
Perfura e me pega pelas veias
E assim eu fluo você...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sutil


Sutil

Saiba antes de tudo te amei,
E doei-me quase dois terços.
Pés com pés e mão na razão
Marcas de amor cravadas em pele

Um quê de diamante bruto
Esperando ser lapidado
Calmo, quieto, inerte
Esperando, esperando esperando...

Fui carregado por torrentes
Não me lembro nomes ou cursos
Apenas me lembro que cheguei
E me senti completo em teu luar

Toda a sua luz me guiou nas trevas
E todo o seu carinho me acolheu no frio
Assim, sem mais nem menos, sem ao menos saber
Suave como uma brisa fez uma morada em mim...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Liberdade e Desejo


Liberdade e Desejo

Era uma noite fria de inverno
Não me lembro rostos ou nomes
Mas seu perfume me limpava as narinas
E eu ofegante ostentava seu doce leito.

Suor e libido tomavam conta dos nossos corpos
Estávamos distantes da órbita do planeta
Como se o tempo tivesse parado
E o momento fosse único como a vida.

Os nossos sussurros ainda ecoam no ouvido
Me lembro de cada gemido de prazer e dor
Misturados com o sabor etílico em nossos lábios
O néctar de sua flor me chamou no instante em que
Parei para contemplar a dama da noite se abrindo
E num gesto suave me acolher no fruto pecado...

Foi uma noite de amor intenso e ainda não sei o seu nome
E no meu tato seu rosto era delicado como a rosa
E no tecido da sua pele, a seda perfumada em orquídeas
Foi tão transcendental que poderia virar música
Foi tão bom que poderia ser sonho
E foi tão real que poderia ser história...

Já faz tempo, mas passo madrugadas imaginando
Se eu a encontrarei outra vez para amadurecer a experiência
E se ocorrer, sei que a espera não será em vão
Pois será o dia em que eu finalmente estarei liberto...
 
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