terça-feira, 8 de junho de 2010

Obrigado


Obrigado

Obrigado, por me aturar todos os anos,
Por me deixar saber dos seus planos,
Por me dar mais confiança,
Por me dar mais esperança...

Obrigado, por sorrir sem motivo,
Por mostrar como é bom estar vivo,
Por me contar os seus dias,
Sonhos, tristezas e alegrias...

Obrigado, por compartilhar momentos,
Seja na chuva ou no vento,
No sol ou na tempestade,
Por atiçar minhas saudades...

Obrigado, enfim, pelo amor,
Pelo tato e pelo sabor,
Que me deu em vida e luto,
E que faz colher esse fruto,

Fruto da nossa união

Lapso


Lapso

Para o tempo
Para a palavra
Para tudo

Para a vida
Para o vento
Para o mundo

Para o eixo
Para a linha
E a gravidade

Para o carro
Para o trem
Para a cidade

Para você
No reencontro
Há um beijo guardado

E a sensação
Que a reunião
Deixa o mundo parado

sábado, 5 de junho de 2010

Presença


Presença

Fechei os meus olhos e enxerguei você,
Abri os meus olhos e desapareceu,
Melhor ficar cego para poder te ver,
Do que poder ver e enxergar só o breu.

No escuro sua voz acalanta o meu sono,
Em sonhos sua voz me desperta ao acaso,
Os seus lábios a mim transmitem o outono,
E o seu calor perpetua a longo prazo.

O perfume que exala a primavera,
É o mesmo que emana do seu corpo,
E que ao meu olfato pincela.

Sua pele leva ao conforto,
Que nenhum segredo revela,
E me devora pouco a pouco.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Poema


Poema

Se você se deita e fecha os olhos,
O tempo para e admira cada pulso,
Cada lento movimento em seus olhos,
Faz com que a correnteza mova o curso.

Se você se levanta e dá suspiros,
O dia acorda pra poder te ver,
À noite a lua fortalece o brilho,
E o mundo gira em torno de você.

Você drena todo o oceano meu,
E deságua em versos tolos que crio,
Enquanto luto para te alcançar,
Você se afasta mais do meu navio,

Enfrento chuvas e trovões,
Para ancorar em sua ilha,
Que entre pedras e vulcões,
O meu coração resfria.

E se no encontro dessas almas,
Que sozinhas vagam em meio à multidão,
Vem a brisa livre e calma,
A favor da nossa união,

Sei que não haverá tempo perdido,
Se estivermos dispostos a lutar,
E viveremos nesse abrigo,
Debaixo das ondas do mar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

De Corpo e Alma


De Corpo e Alma

Com meu lábio junto ao seu,
Senti o meu corpo ferver.
E de repente apareceu,
Um calor de derreter.

Congelado pelo sabor,
Estático, sem reação,
Sem saber se era amor,
Sentindo palpitar o coração.

Boca na boca, mão na cintura,
Pele na pele, forte paixão,
Apesar de intensa, pura candura,

Sei não ser uma ilusão,
Pois a sensação continua,
E sinto o beijo com a carnal sensação.

By Lufe
 
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