Mostrando postagens com marcador esperança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esperança. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobressalto

Sobressalto

 Sou atemporal
Mas nunca estive à frente do meu tempo
Talvez tenha sido apenas uma dança
Em que estivemos lado a lado
E a música que nos uniu
É trilha sonora de nossas vidas

Tempo que se esvai, some ou deixa mágoas
Versátil inimigo de amizade verdadeira
Tudo na vida dosa de sua boa vontade
Ao pontuar em tique-taques
Os compassos da minha viagem

Fito o céu e reflito
Tempo que passa entre a noite e o dia
As linhas que surgem ao longo dos anos
Fixaram na pele suas moradias

De tudo desejo no tempo exato
Prender os momentos felizes vividos
Para que toda a vida não caia no abismo
E eu não me arrependa de ter existido
 

sábado, 30 de junho de 2012

Abismos

Abismos

Oco, oco, não sinto nada
Bata à minha porta e estarei assim
Estático como o horizonte
Onde as horas se prolongam
Muda-se o cenário
Mudam-se as cores
E continua lá

Não produzi nada
Desse oco eco que bate meu coração
A adrenalina bombeia e eu sem reação
Não sei por que partes me perdi
Ainda não me encontrei
E continuo procurando meus cacos

Há uma voz soprano na minha trilha
 Taças tilintam, se brindam, se quebram
Sempre fui insuficiente ao meu ego
"Há alguém na luz?"
"Alguém com força o bastante para me guiar?"
Pois parte do meu conteúdo foi derramado
Se eu fosse vinho melhoraria com o tempo
Mas sigo a contra-mão por ser minha sina

Não seu que futuro me aguarda
Mas aguardo e ajo por um futuro
E até lá continuarei assim
Oco, oco, não sinto nada...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Menor Distância


A Menor Distância

A distância é boa até certo ponto:
Pontua um vazio que preenche a saudade
Que de vasta imensidão oceânica
Pode se tornar um abundante córrego de alegria

Ao primeiro toque do vento
Fazer tempestadade em copo d'água
E na última brisa da vida
Inundar um coração de amor

A distância pouca é boa
Mas a maior é melhor
Porque sufoca o peito de tal maneira
Que é impossível esquecer
Tal qual o abraço de quem a encurta
O calor, a presença, os flashes
Tudo vem à tona em arranjos florais,
Acordes musicais e beijos afetuosos

A distância é boa, faz-nos refletir
Sobre o que realmente importa
E isso não aparece escrito em livros
Mas sim nos olhares pensativos
Das pessoas nas estações da vida.

Quanto maior a distância,
Maior a imensidão imensurável
Do alívio da dor aflita e ressentida
Que já pousou no coração de quem ama
E maior também é a certeza:
"- Estar vivo é bom..."

Lamentos de um Recém-perdido


Lamentos de um Recém-perdido

Poucas palavras, tão poucas, quase mudas...
Muitas decepções, tantas, quase todas...
Escrevendo aqui, linhas cegas, linhas surdas
Com visões que caem da minha boca

Onde eu me encontro perdido?
Onde eu me perco achado?
O poema lido e não lido
Com certeza me lembra um passado

A viagem é longa e incerta
Mas o tempo é rápido, inviolável
Na vida há muitas portas abertas

Porém nenhuma controlável
E se na escolha se acerta
Bem vindo a um mundo mais agradável

segunda-feira, 14 de março de 2011

Fração


Fração

Uma parte de mim vaga
Pelo simples ato de vagar
Devagar assim eu sigo
E não consigo chegar

Outra parte de mim corre
Por medo ou desespero do fim
Será que não sabe, a cada vez que morre,
Morre também um pedaço de mim?

Cada vez mais constante
Um pedaço de mim vai embora
Enquanto o vazio no peito chora
Sigo sorrindo pela estrada, errante...

O beija-flor deixou a rosa
O espinho se fere à deriva
O suor e o sangue em carne viva
Deixa a lágrima mais saudosa

E a lágrima da saudade corta
Como faca cega em noite de inverno
Com sangue da alma, escrevo no caderno
O que restou da minha ideia morta

Se eu ajunto cada fragmento
Talvez descubra mais um pouco de mim
Não possuo começo, meio ou fim
Mas tenho infinitos belos momentos

E todos se resumem a você no meu pensamento

terça-feira, 1 de março de 2011

Humanidade


Humanidade

Estive sentado na praça olhando os pombos
"Coitados! Vivem procurando alimento
Às vezes encontram e fazem festa
Mas aí chega alguém e os dispersa;
Os pombos voam e não sabem aonde ir..."

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dualidade


Dualidade

Cansei do amor
Não quero mais noites em claro
Indagando no escuro
A leve sofreguidão das tormentas
Pesados pesadelos pensantes
E eu em meio ao nada
Apenas espero o dia sem amor
Quero me desvincular do sentimento
Mergulhar nas profundezas do esquecimento
Esqueça-me! Não volto!!!
Posso não estar feliz aqui
Mas ao menos não estou triste
E a tristeza me fez cansar do amor
Por isso estou aqui...
As dores físicas são prazerosas
As psicológicas não
Enquanto uma nos faz sentir mais vivos
A outra nos faz morrer
E eu já morri, por isso não amo mais
Mas ainda que eu fuja do amor
O amor não foge de mim
Pois é um sentimento nobre
Que simplesmente não escolhe
Ele simplesmente está em todos
E por mais que eu tente cansar
Devo admitir
Todo o esforço é em vão
E mesmo cansado não consigo evitar...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Esperança



Esperança

Quando os meus lábios sentirem os seus,
Renascerá um amor que se perdeu,

Um hiato de longos anos.

Quantas foram as noites escuras,
Quantas luas eu aguardei,
Para que guiasse o meu caminho.

Enquanto você não vem,
Estarei esperando e guardando,
O amor que lhe reservo por anos.

Quando os meus lábios sentirem os seus,
A minha vida, a minha alma estará completa,
E repleta de felicidade,

Mas só quando os meus lábios sentirem os seus.

 
Tweet